Dreams are renewable. No matter what our age or condition, there are still untapped possibilities within us and new beauty waiting to be born.

-Dale Turner-

Ataque da Vovó

Ataque da Vovó
Vó Maria tentando salvar o tio Dodo dos raios solares em Caraguá

segunda-feira, 10 de maio de 2010

A Vida de Comerciante




Bar Avenida

Com o crescimento do comércio, indústria e setor de serviços na cidade, ocorreram grandes mudanças na fabricação e comercialização de produtos na Grande São Paulo, desta forma o setor de laticínios teve de dar espaço à chegada do leite pasteurizado vindo de grandes indústrias. Assim, Osvaldo resolveu se fixar no ramo de lanchonetes. Foi quando arrendou o Bar Avenida, perto da antiga rodoviária. Este bar era também restaurante e dormitório, mas que nesta época era mal freqüentado, pois sua clientela vinha atrás de prostitutas ou eram transeuntes pouco qualificados. Com isso, Osvaldo e Maria trabalharam muito para valorizar o local e o transformar em algo melhor freqüentável, assim puderam ganhar um bom dinheiro por lá.

Alguns anos depois, o mesmo cidadão que vendeu o bar a Osvaldo, o comprou de volta. Nesta época, as crianças já estavam mais crescidas e Maria pensava que teria mais descanso ao ver os filhos crescidos, mas a pobre mãe se enganou, ela não teve descanso nem mesmo quando os filhos tornaram-se adultos.

Virgínia já terminava o último ano do colégio, e se preparava para o casamento com João.

Paulinho entrara para o Tiro de Guerra, o que foi um desastre para a sua mãe.

Ele tinha que estar no quartel às 6h da manhã, com a farda limpinha e passada todos os dias. E era Maria quem sofria para que o filho assumisse a responsabilidade de acordar e estar pronto antes das 6h. Ela tinha que puxá-lo da cama para acordar, e lavava aquela farda suja todos os dias para que o filho se apresentasse decentemente.

Neste tempo do serviço militar, Paulinho se mostrava bem popular e tinha vários amigos com quem se reunia para diversão e viagens.

Numa dessas viagens, ele descobriu em Santos o primeiro carregamento de jeans que chegava dos Estados Unidos. Era o lançamento das famosas calças LEVIS, produzidas no exterior. Foi uma fúria consumista entre os jovens de então. Mas Paulo não tinha dinheiro suficiente comprar sua calça importada, desta forma e utilizando toda a lábia que lhe era característica, conseguiu trocar sua coleção de LPs dos Beatles por uma calça jeans diretamente do porto de Santos.

Depois desta feita, retornou à Mogi todo feliz com sua calça da moda, toda agarrada nas pernas, e a deixou na cama, para usá-la depois.

Ao ver a calça, sua irmã, Ana Cristina não esperou muito e vestiu logo, aproveitando a ausência do irmão, e foi ao cinema com amigos.

Paulinho, ao se dar conta do que a irmã tinha feito, e mais do que indignado, foi ao cinema em busca da irmã, que foi retirada de lá pelos cabelos. Ela confessa que passou a maior vergonha de sua vida, pois Paulo não deixou barata a sua atitude impertinente. Paulinho dava muito trabalho, pois desde pequeno era meio rebelde, desobediente e em casa brigava sempre com os irmãos, principalmente com Virgínia, que era responsável pela casa na ausência dos pais, e que para revidar aproveitava suas unhas grandes e o arranhava todo.

Maria tentava dar uma formação profissional aos filhos, mas eles se recusavam a estudar com afinco. Assim, Osvaldo passou a tê-los como assistentes em seu trabalho, mesmo a contra gosto. A esta altura, Osvaldo montava um novo restaurante, e haviam mudado mais uma vez, agora para um apartamento no Shangai, que ficava bem perto do Restaurante e Pizzaria Morumbi.

O Morumbi deu bons frutos a esta família, era um restaurante fino, que atraía pessoas da sociedade mogiana. Serviam-se vários tipos de cardápios, além de pizzas no período noturno.


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