

Em seu último parto, Maria decidiu fazer cesárea e ligar as trompas, em um hospital de São Paulo.
Fernando nasceu em 1958, era um menino muito bonito, mas em pouco tempo começou a apresentar alguns tremores e convulsões que se tornavam cada vez mais constantes e alarmaram Maria, que preocupada chamou Dona Zezé para ver se entendiam o que se passava com o menino, mas não puderam encontrar um diagnostico e resolveram então batizá-lo o mais rápido possível, chamando seus primos religiosos, Geralda e José para que fossem seus padrinhos.
Nestes tempos, Maria teve de se afastar de seu trabalho no Correio para cuidar do pequeno Fernando, que aos 6 meses teve uma gripe muito forte e foi medicado com uma injeção de antibiótico, a qual Maria não sabe dizer se fora esterilizada, o que não era um costume corrente à época. Pouco tempo depois, ela percebeu que as perninhas do menino não se firmavam mais e ao procurar um médico, soube que Fernando havia contraído Paralisia Infantil. Dado este feito, Fernando foi levado para tratamento em São Paulo, e lá passou longos meses, enquanto sua mãe tinha de se dividir entre o filho internado, e os outros mais velhos que ficavam em Mogi sob os cuidados de Alaíde e Virgínia.
Depois de um longo tratamento em São Paulo, Fernando teve alta, mas teve de continuar o tratamento de recuperação em casa. Maria tinha de aplicar uma manta quente na perna do pequeno, três vezes ao dia, para que não atrofiasse seus músculos.
Por ocorrência deste fato, o menino tinha crises de choro constantes e teve também de fazer muitas operações e usar aparelhos que desenvolvessem seus ossos e músculos durante seu crescimento natural.
Como Maria teve de se afastar do trabalho nos Correios, depois de dois anos, conseguiu sua aposentadoria.
Nesta época já haviam se mudado para a casa da Rua Capitão Manoel Rudge, perto da Santa Casa.

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