
No Liceu, Maria estudava com uma turma de menor idade, pois ela havia passado alguns anos sem estudar. Naquela época ela já era mulher feita, apesar da aparência de menina, com 21 anos, enquanto a maioria dos outros alunos tinha 17 ou 18 anos.
Oswaldo era um rapaz alto, bem magro, branco, e no auge de seus 17 anos era muito galanteador. Ele sentava na carteira atrás de Maria, e costumava pegar em seus cabelos, em forma de brincadeira, e admirava seus contornos de moça, ela costumava dispensá-lo, mas com o passar do tempo ele continuou insistindo para que ela lhe desse atenção. Tanto fez Osvaldo, que conseguiu namorar Maria, que mesmo sendo mais madura não conhecia bem as artimanhas da sedução, e passou a namorá-lo em segredo, pois tinha certeza que seus pais não aprovariam.
Maria não pôde evitar mais, teve de pôr em pratos limpos o namoro escondido, Dona Zezé ficou furiosa, esbravejou, bateu os pés, abominou a ousadia “daquele moleque” e se pôs definitivamente contra o casamento dos dois. O choque foi tão grande que Dona Zezé fechou as portas da pensão, e ficou desnorteada com a situação da filha. Ela desejava um futuro melhor para Maria.
Mesmo assim, em abril de 1946, Maria e Osvaldo se casaram, mas como a sociedade mogiana era preconceituosa e retrógrada, o Sr. Augusto decidiu que era melhor que se casassem em São Paulo. E assim foi feito, eles se casaram somente com a presença de poucas pessoas, do Sr. Augusto e de Paulo, irmão de Maria que foi seu padrinho.

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