

Continuavam as viagens de comitiva do Sr. Osvaldo. Ele e Dona Maria eram farofeiros de primeira linha. Reuniam a família toda, com direito á crianças, empregada, primos e quem mais ousasse ir naquelas barcas. Além dos viajantes ainda levavam caixas de mantimentos, comida e biscoitos.
Uma dessas viagens ficou memorável para os filhos do casal. Eles tinham um furgão Veraneio que foi lotado com 14 pessoas, incluindo filhos e namoradas e crianças. Os mais jovens foram no colo, os mantimentos no porta-malas e Silvia, namorada de Paulinho foi acomodada nos pés dos outros passageiros.
Era verão e a família se dirigia até Foz do Iguaçu. Foram duas noites na estrada, e três dias de viagem. Os pernoites passaram em hoteizinhos na beira da rodovia enquanto os garotos dormiam no porta-malas do furgão.
A viagem foi bem tumultuada, mas divertida. Ao chegarem a Foz do Iguaçu se esbaldaram ao visitar o parque das Cataratas, andaram pela mata, viram diversos animais como pássaros, macacos, peixes, lagartos. E resolveram completar a aventura com um passeio de barco pelo rio, no qual o barqueiro conduziu a embarcação até a margem do precipício das Cataratas, causando grande susto nos passageiros prestes a despencar pela queda d’água.
Assim eram os passeios feitos pela família, com muita energia e gastos reduzidos, para que todos participassem com fartura. Um brinde aos clássicos farofeiros.

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