Dreams are renewable. No matter what our age or condition, there are still untapped possibilities within us and new beauty waiting to be born.

-Dale Turner-

Ataque da Vovó

Ataque da Vovó
Vó Maria tentando salvar o tio Dodo dos raios solares em Caraguá

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Infância em Minas

Em 01 de outubro de 1923 nascia Maria Aparecida Pereira de Carvalho, na cidade de Cristina, acerca de Lambari, região do Circuito das Águas, no sul de Minas Gerais.

Filha de Augusto da Cruz Carvalho e Maria José Pereira de Carvalho. Ela era a 5ª dos filhos do casal, em sua casa moravam seus pais, e os irmãos Zezeca (José), Zito (Joaquim), Alaíde, Paulo, e depois de dois anos, Lalau (Geraldo).

Seu Augusto era pedreiro e Dona Zezé, salgadeira, doceira, rendeira, dona de casa, e todos os ofícios possíveis a uma senhora exercer para manter sua família numerosa e de origem simples, numa região pouco desenvolvida como Cristina.

A casa da família ficava na cidadezinha, rodeada de montanhas da serra da Mantiqueira, localizada no sopé de uma ladeira de onde se via o centro da cidade que circundava a Igreja Central. Aos fundos da casa, passava um córrego, no qual as crianças molhavam os pés e faziam estripulias.

Os filhos mais velhos trabalhavam em pequenos ofícios para ajudar nas despesas da família. As meninas, Alaíde e Maria ajudavam nos afazeres domésticos, como era de costume nesta época em que a mulher era responsável pela organização do lar. Desde pequena, Maria ajudou muito nas obrigações da casa, cuidando da limpeza, das roupas, da comida, etc. Muitas vezes ela ficava responsável por todos os afazeres quando sua mãe tinha de fazer longas jornadas aos médicos da região por causa de uma deficiência óssea que veio a causar grandes dores a sua irmã Alaíde, 6 anos mais velha.

A família mudou-se para Bias Fortes, quando Maria tinha cerca de 5 anos, e algum tempo depois começou a correr um boato de que Virgulino Ferreira, o Lampião e seu bando andavam fazendo suas matanças lá pelas bandas do sertão da Bahia e em pouco tempo estariam a caminho das Minas Gerais; assim aquele povoado se pôs em alvoroço, com medo da possível invasão. Dona Zezé ficou atemorizada e convenceu a todos que o melhor a fazer era irem para uma cidade maior e mais segura, assim, dois anos depois se mudaram para Lambari.

Lampião e seu bando não apareceram, e a família ficou por mais algum tempo ali mesmo, onde Maria começou a estudar no grupo primário e o irmão Paulo ficou encarregado de vender os deliciosos pastéis que dona Zezé fazia em casa.

O trabalho do Sr. Augusto como pedreiro não ia muito bem, ele não era contratado e fazia apenas pequenos serviços, e se lamentava da insegurança que tinha no trabalho em andaimes. Assim todos tinham que ajudar a manter a casa desde cedo.

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