

Virginia e João
O casamento de Virgínia foi o acontecimento do ano em Mogi, não por ser pomposo ou refinado, mas pela quantidade de penetras que agregou.
Foi no ano de 1968, num domingo pela manhã, a cerimônia aconteceu na Igreja de São Benedito, há uma quadra do local da recepção,
o Restaurante Morumbi. Então ao saírem da cerimônia, os convidados puderam se dirigir a pé para o Restaurante, onde Dona Maria já havia recomendado os preparativos aos funcionários. Ela havia deixado grande quantidade de frango para ser assado, além da maionese de legumes e arroz, para servir na recepção do casamento.
No restaurante, os convidados, seus familiares e amigos foram
chegando, e tomando os lugares no salão, que foi enchendo de tal forma que quando a família dos noivos chegou, já não tinham mais assento. O restaurante havia lotado. Mesmo assim todos foram se acomodando como puderam e logo a comida foi servida, mas em pouco tempo acabou, para desespero de Maria, que não sabia de onde havia surgido tanta gente. Decidiram então servir pizza, e aí o pessoal ficou mesmo animado, regados à cerveja, vinho e tudo o que o bar pudesse oferecer.
Ao final da tarde, o cenário encontrado no restaurante era desolador. O vô Osvaldo olhava a bagunça e as prateleiras vazias, assim como a despensa, e dizia inconformado: “fui à falência”.
Virginia e João foram morar numa das casas de Osvaldo. Desde cedo Virginia gostava de fazer doces, bolos, bombons, arroz doce, tortas, e tudo de muito boa qualidade. E fazia doces por encomenda e também vendia nos comércios de seu pai, mas nem tudo ia sempre bem a sua empreitada comercial e algumas vezes ela se deprimia por não conseguir bons frutos em seu negócio e punha-se nervosa por esta causa.
Em pouco tempo começaram a nascerem os netos de Maria.
Virginia logo engravidou, mas foi um momento delicado em sua vida.
Era uma gestação complicada, que a deixava muito nervosa.
No dia do nascimento da criança, os médicos esperavam que ela entrasse em trabalho de parto e houvesse a dilatação para o parto normal, no entanto, isso não aconteceu, e o bebê passou muito tempo naquele processo de pré-parto, sem conseguir passagem para o nascimento.
Finalmente os médicos decidiram lhe fazer a cesárea, mas neste momento a criança já estava encaixada para o nascimento e foi retirada à fórceps. Foi um desgaste muito grande para mãe e filho e o bebê não resistiu.
Virginia ficou muito abalada e sofreu com a recuperação pós-parto, ficando cerca de um mês sem sentar. Ainda assim, após uma ano de recuperação viria a nascer a primeira neta de Maria, Adriana, em 1969 e em 1971 mais outro filho, André.
Depois do casamento de Virgínia, os outros filhos ano após ano decidiram casar-se com seus pares. O segundo casamento foi o de Paulo e Silvia, em 1970.

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