Em 1953, Maria engravidou de Vera, e já cansada de ter seus filhos com parteiras em casa, decidiu aproveitar o benefício que a Empresa de Correios lhe oferecia como funcionária, de ter assistência médica e parto em um hospital de convênio no Rio de Janeiro. Assim, perto do nascimento da filha, partiram ela e o marido para o Rio de Janeiro, e próximos à entrada da cidade, Maria começou a sentir as primeiras contrações, mas não quis afobar Osvaldo, e agüentou como pôde aquelas dores até que pudessem chegar ao hospital. Lá chegando, logo foi encaminhada pelos médicos à sala de parto, isto acontecendo ao final da tarde. Oswaldo teve de esperar na recepção, e impaciente como era, logo deixou o hospital. Foram todos de carona no caminhão de verduras, pela estrada de terra, num calor abafante e naquela boléia nada confortável para quem acabara de dar a luz.
Nesta época mudaram-se para uma casa maior, na Rua Francisco Franco, a caminho do Hospital Ipiranga.
Osvaldo continuava com as entregas de leite em carroça por Mogi e arredores.
Mogi havia crescido muito na última década, e o comercio de leite tinha boa saída. Maria continuava trabalhando na agência de Correios do centro da cidade e percebeu que havia uma boa casa para alugar em frente a seu trabalho, e logo pediu a Osvaldo que se mudassem para lá e novamente a família ajeitou-se em novo lar. Como a família aumentara e suas economias estavam melhorando, decidiram contratar uma babá para cuidar das crianças enquanto trabalhavam.
Na ocasião em que Vera era bebê, Osvaldo começou a fazer carretos de entregas pela Dutra, juntamente com Paulo, o irmão de Maria.
Ele conduzia o caminhão e Paulo cuidava da negociação com os fornecedores. Em certa feita, seguiam os dois com uma carga de óleo para o Rio de Janeiro, quando na descida da Serra das Araras, o caminhão perdeu o freio, e nesta época a rodovia ainda era bem precária, e a pista era de mão dupla. O caminhão não tinha como parar e muito menos acostamento na pista. Naquele desespero Osvaldo tentava segurar o caminhão na descida, esbarrando nas encostas e desviando dos outros carros, mas apavorado, Paulo queria saltar do caminhão desgovernado e Osvaldo teve de ser forte também para segurá-lo a tempo de não ocorrer uma fatalidade. Neste ínterim entre batidas e desvios, óleo que estava na carroceria foi se espalhando pela estrada. E por fim, Osvaldo encontrou um pequeno acostamento no qual desviou o caminhão indo de encontro a um barranco, onde conseguiu parar o caminhão aos pedaços, mas por incrível que pareça os dois homens sofreram apenas pequenas escoriações.
Maria, quando soube do acidente foi até o local para buscar o marido e o irmão, e pelo caminho via os sinais do estrago feito pelo caminhão que derrubou óleo pela estrada.

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