Dreams are renewable. No matter what our age or condition, there are still untapped possibilities within us and new beauty waiting to be born.

-Dale Turner-

Ataque da Vovó

Ataque da Vovó
Vó Maria tentando salvar o tio Dodo dos raios solares em Caraguá

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Paulo Sérgio

Algum tempo depois Osvaldo, com a ajuda de Zito, deu entrada numa casinha que ficava além da Avenida dos Bancos, no caminho para Brás Cubas. Nesta casinha, bem rústica, sem água encanada e sem luxo algum, nasceu o segundo filho do casal, um menino grande e pesado, Paulo Sérgio, que veio a se chamar assim em homenagem a seu tio Paulo que o batizou.

Paulo deu muito trabalho para nascer, ele nasceu de lado, com a cabeça virada, e foi o maior dos filhos do casal, com quase 5 kg. Logo na primeira semana depois de seu nascimento, o menino passou a ter sintomas de uma disfunção no esôfago, que não deixava que o alimento passasse ao estomago, fazendo que ele regurgitasse tudo o que fosse ingerido. Maria foi buscar ajuda medica em São Paulo, enquanto o menino emagrecia dia após dia, sem conseguir engolir o leite. Ninguém acreditava que Paulinho fosse sobreviver, pois ele ficou somente pele e osso. O medico então receitou à mãe umas gotas de um remédio muito forte que pudesse abrir-lhe a passagem do esôfago. Em certo dia em que Maria perdeu o conta gotas, resolveu lhe dar a dose da medicina com outro medidor improvisado que derramou pela garganta do menino uma dose bem maior que a indicada. Deste fato o menino se pôs em prantos de desespero pela queimação que ocasionou o remédio, Maria, então lhe deu o peito para mamar, e o menino então o sugou com toda a força que podia até acalmar e desde então conseguiu absorver os alimentos de forma apropriada e crescer saudável depois do susto que passou.

Esta foi uma época muito dura para o jovem casal, eles tinham de trabalhar dobrado para suprir as necessidades da família que estava aumentando. Maria fazia pastéis, que Oswaldo vendia na cidade, e tinha de preparar roupas, mamadeiras e comida para levar as crianças ainda pequenas, a pé, até a casa de dona Feliciana, que morava perto da praça 1º de setembro, no centro, para que ela cuidasse dos netos enquanto ia trabalhar no Correio. Mas a respeito de dona Feliciana, Maria tinha algumas ressalvas, pois ela era muito ciumenta e quando Osvaldo trouxe Maria para sua casa, ela implicava muito com aquele casamento. Depois quando teve que ajudar a cuidar dos filhos pequenos, Virginia e Paulo, ela mesmo sendo muda, esbravejava e reclamava muito do trabalho com as crianças. Assim, Maria quando retornava do trabalho, fazia todo o caminho a pé outra vez com as crianças. Naquele tempo ainda não havia ônibus municipal em Mogi.

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