Dreams are renewable. No matter what our age or condition, there are still untapped possibilities within us and new beauty waiting to be born.

-Dale Turner-

Ataque da Vovó

Ataque da Vovó
Vó Maria tentando salvar o tio Dodo dos raios solares em Caraguá

domingo, 16 de maio de 2010


A história de Maria não finaliza por aqui, pois enquanto estiver entre nós, sempre será uma figura presente, atuante e critica para seus descendentes. Por isso mesmo em nome de todos os seus, deixo o nosso maior agradecimento e admiração por uma existência cheia de amor e dedicação (e algumas broncas que não poderiam faltar).
Maria desenhou esta família como a obra prima de um pintor em construção artística. Sua obra, o entanto permanece em construção pois cresce a cada dia sobre os pinceis de novos artistas que serão responsáveis por cuidar desta maravilhosa obra que é a sua família.

Um grande abraço, Vó Maria

Com amor de seus filhos, netos, bisnetos...

Junior


Junior faz faculdade de engenharia de petróleo, trabalha e mora em Macaé-RJ.

Denise



Denise é advogada. Casou-se com Anderson, tem um menino de 5 anos, o João Pedro. Hoje mora em São Paulo, onde trabalha como corretora de imóveis.

Denis





Denis é engenheiro de petróleo, trabalha na Techint. Casou com Fernanda e tem 2 filhos. Moram em Macaé (RJ).

Daniel


Daniel acaba de ter uma bebezinha: a Maria Eduarda, com sua companheira Carol. Trabalha com vendas e vive com sua mãe na Vila Suissa.

Inaia´



Inaiá é arquiteta, e hoje mora em Guararema com o Pena e sua filhinha Iara.

Gabriel



Gabriel mora com sua mãe e continua jogando vídeo game.

Ricardo


Ricardo continua andando de bike e competindo. Hoje é professor de Educação Física no Estado. Namora Cláudia.

Rafael


Rafael se formou em Letras pela USP, tem um menino de 7 anos: Dimitri. Hoje faz curso de pós-graduação e trabalha em São Paulo.

Karina



Karina quando terminou os estudos, começou a viajar a procura de seu caminho para a vida adulta. Aos 19 anos foi morar com seu pai em Natal, onde conheceu Morgan, um americano grandão de 23 anos, com quem viria a se casar mais tarde.

Ele a chamou para morar em São Francisco, e ali ela trabalhou como babá por 1 ano, depois se mudaram para o Brooklyn em Nova Iorque, onde se casaram e viveram desde então, e onde nasceu Dante, seu filho que hoje tem 4 anos. Ela agora espera outro bisneto para 2010.

Kenya



Kenya estudou História na USP por um tempo. Depois do nascimento de Tayná foi para Natal, onde vive seu pai, e a partir de então esteve em muitos lugares trabalhando com artesanato: Niterói (RJ), Caraguatatuba (SP), Arraial D Ajuda (BA), Natal (RN), Pipa (RN), Canoa Quebrada (CE), Maranhão, Espanha, França e Itália. Depois do nascimento de Iamandu, ela voltou para Mogi onde trabalha como professora e estuda.

André


André se formou em Ciências Sociais na USP, hoje está casado com Adriana, e tiveram seu primeiro bebê: Samuel. Eles moram no Guarujá.

NETOS




Adriana

A Adriana se casou com Marcelo E hoje tem três filhos: Ana Carolina, Sofia e João Pedro. Trabalha no Banco do Brasil e mora no interior de São Paulo.

Tempos Atuais




A partir do ano 2005 a Universidade passou por uma reformulação em suas dependências e a diretoria resolveu fazer uma praça de alimentação no espaço do Restaurante Campus III, desta forma Osvaldo e seus sócios (filhos) foram convidados a permanecer somente com um dos locais destinados a praça, em concorrência com outras lanchonetes. Isso não interessou a ninguém daquela família, que decidiu entregar o ponto e sair da Universidade.

Assim feito, cada um procurou uma nova ocupação:

Osvaldo não quis montar um novo comércio, preferiu cuidar da administração de seus imóveis de aluguel.

Osvaldo Luiz se retirou para Guararema onde passou a cuidar de sua égua entre outros animais de seu sítio, montou também um quiosque no Haras do Aranha, onde serve petiscos aos cavaleiros da região. Ele mesmo diz que virou Jeca Tatu.

Paulo há alguns anos já havia se mudado para Natal (RN), onde montou uma lanchonete na Universidade Potiguar e vive com sua esposa Ana Teresa. Ele se tornou ciclista de 1ª linha, percorrendo muitos kilometros pelas praias de Natal.

Fernando continua vivendo e cuidando de sua mãe com todo afinco. Ele também presta atendimento em serviços de publicidades e desenho gráfico.

Vera vive hoje com seus filhos e seu companheiro Abílio.

Ana Cristina depois de ficar viúva voltou a morar em Mogi com sua filha Denise. Algum tempo depois, conheceu seu novo marido, Rai, em uma das baladas em companhia de sua filha. Hoje ela vive com seu companheiro e Denise se mudou para São Paulo com seu marido e filho. Denise mudou-se para São Paulo com seu marido e filho.

Virgínia nos deixou em 2006 em razão de uma descompensação diabética. Deixou grande saudade a todos como boa filha e importante conselheira de irmãos e sobrinhos.

Em 2007 foi a vez de Osvaldo partir, depois de longa e dura caminhada por esta terra. Osvaldo nos deixa a história de sucesso de um homem que não teve medo do trabalho.

Hoje em dia os filhos, netos e bisnetos (que já são 12) continuam a visitar Maria constantemente, mesmo que atualmente não haja mais aqueles fartos almoços de domingo, quando a família toda se reunia em sua casa, ainda assim ela sempre deixa a mesa pronta com café, pães e bolo para um neto ou filho “perdido” que aparecer por lá.

Nos dias de hoje Maria já não faz tantas atividades, fica lá no apartamento do Shangai, vendo sua novelinha ou lendo os livros de Zélia Gatai (sua escritora favorita) entre outros. Em alguns finais de semana ela se aventura aos encontros familiares que ora acontecem na casa de sua filha Ana ou em Guararema.

Bodas de Ouro


No ano de 1996 o casal Maria e Osvaldo completava seus 50 anos de casados. Apesar do importante significado desta data, Osvaldo não se animou para uma grande comemoração, por isso a cerimônia foi simples, apenas com missa e um almoço servido no próprio restaurante da família, na UMC.

Faculdade na 3ª Idade




No começo dos anos 2000, Maria já perto dos 70 anos resolveu que já era hora de preocupar-se mais consigo mesma e menos com o trabalho pesado de seu restaurante na UMC, ao contrario disso seu marido Osvaldo não conseguia deixar aquele mundo de comerciante de lado e assim seguiu trabalhando até os últimos anos de sua vida. Mas Maria havia decidido se renovar e começou a freqüentar a Faculdade da 3ª Idade, o que trouxe novo ânimo a sua vida que sempre fora tão carregada de afazeres e preocupações familiares. Na escola ela fazia atividades de arte, pintura, ginástica, dança, teatro e estudo de literatura e línguas. Ela nos conta que estes anos foram muito bons, mesmo deixando Osvaldo cheio de ciúmes ela continuava com seus passeios e atividades com os amigos (as) da escola.

Maria em Atividade





Depois dos filhos crescidos, Maria também quis se aventurar em viagens mais longas, mas neste caso, Osvaldo não se dispunha a acompanhá-la, assim sendo ela programou uma viagem à Europa com a sobrinha Marly, o que foi uma grande aventura para ela; visitaram cinco países durante 20 dias. Maria ficou encantada com a arquitetura das cidades com aquele “ar medieval” e altamente cultural.

Mas ainda assim deixou sua crítica presente: achou a comida dos restaurantes italianos e suíços, mal servida, cara e ruim (na verdade, a essa altura da idade era difícil para ela se acostumar a certas novidades culinárias).

Maria seguiu o costume religioso e devoto de sua mãe, sempre orando, participando das paróquias e das festas religiosas em Mogi, como na Festa do Divino, uma tradição de anos desta cidade.

Também houve um tempo em que sua prima, Geralda organizou durante anos uma bonita apresentação durante as festividades de Natal. Era o Presépio, que reuniu grande parte da família Campos neste trabalho de ensaio e preparo da encenação do nascimento de Jesus. As apresentações aconteciam na Igreja Matriz, em parques da prefeitura e até mesmo em algumas cidades da região. Eram as crianças que representavam as cenas do Presépio com vestimentas típicas da época, dentre estas estavam também todos os netos de Maria e Geralda, além de crianças da comunidade. O espetáculo era sempre comovente e significava um verdadeiro presente de Natal para a cidade de Mogi.

Além do Presépio também era costume da família Campos fazer encontros ocasionais para a reunião de primos e demais parentes locais e distantes, estes eram o ENCONPRI, que aconteciam sempre em algum sítio agradável da região, reunindo centenas de pessoas e crianças em atividades que incluíam sempre uma missa, um almoço e muita conversa e diversão para todos.

Restaurante da UMC







Alguns anos se passaram e a Prefeitura comprou a antiga Chácara da Iaiá, com um terreno que se estendia desde o Shangai até onde se localiza hoje o Mogi Shopping.

Neste terreno foi instalada a atual Prefeitura, o INSS, o Fórum e o Campus da UMC.

No prédio III do novo campus da UMC, Osvaldo montou a lanchonete e restaurante no qual haveria de trabalhar pelos próximos 30 anos.

Os dois filhos mais velhos continuaram na lanchonete do Centro Esportivo por mais algum tempo enquanto suas filhas Kenya e Inaiá cresciam naqueles jardins da faculdade. Depois trocaram de lugar com Vera, que foi cuidar do Centro Esportivo enquanto Paulo e Dodô entraram na sociedade do Restaurante Campus III.

No ano de 1977 acontecia o primeiro vestibular na Universidade, o que era uma novidade nesta cidade, e acabou reunindo muitos jovens vindos do interior do estado. Neste dia a lanchonete de Osvaldo ficou lotada e ele chamou a família toda para trabalhar. Assim foram todos os anos de vestibular, com muita correria, cansaço e a sensação de dever cumprido com bons ganhos.

Neste mesmo ano Paulo viria a casar-se novamente, ela era aluna da faculdade do curso de Psicologia, seu nome era Márcia, se conheceram por ali e logo se encantaram e decidiram em 3 meses se casar. Em novembro daquele ano nascia a segunda filha de Paulo, Karina.

Desta forma passaram-se anos a fio, a família toda às voltas com o trabalho e atividades da Universidade, neste curso da história pais e filhos foram crescendo entre êxitos e dificuldades variadas enquanto os netos eram criados em meio aos alunos da Universidade.

Agora com a família maior os passeios pelo litoral Norte de São Paulo continuavam freqüentes, sempre lotando a casa de Caraguatatuba nas férias de verão, havia somente 2 quartos na casa: num deles ficava o casal Maria e Osvaldo, no outro ficavam as crianças, que em certa época eram mais de 8 juntas naquele forno cheio de pernilongos.

Essas viagens eram sempre uma grande aventura! No tempo em que Osvaldo tinha uma Kombi, íamos todos amontoados nela, com o carro cheio de mantimentos para o mês todo das férias escolares e nas condições da antiga rodovia o percurso parecia uma eternidade, com direito a enjôos constantes na descida da serra. Naquele tempo o litoral ainda era pouco dominado pelo urbanismo, por isso as praias eram bem grandes e quase sempre desertas, então as crianças se esbaldavam naquela farofa de costume dos avós e sempre voltavam torrados de sol ao final do dia na praia.

Osvaldo que sempre fora reservado de muitos apegos e afagos, naqueles dias se deixava amolecer pelo carinho e bagunças dos netos pequenos, não esquecendo de que quando ficavam adolescentes ele tratava de se afastar para não ter de se preocupar com problemas maiores.

Neste tempo nasceram mais 2 filhos de Vera, Ricardo e Gabriel. Também Osvaldo Luis teve mais um filho, Daniel e a pequena Janaina, que veio a nos deixar bem cedo. Enquanto isso, Osvaldo e Maria continuavam a mudar-se de casa em casa. Osvaldo costumava comprar uma nova propriedade e logo se mudava a fim de experimentar o imóvel, e alugava os anteriores. No novo imóvel passava cerca de 5 ou 6 anos até que se cansava e se encantava com outra oportunidade imobiliária. Desta forma ele foi arrendando grande número de propriedades em Mogi, o qual formou uma rede de imóveis de aluguel gerenciados até hoje por Job Imóveis.

O tempo foi passando enquanto os filhos de Maria e Osvaldo se encaminhavam para suas vidas particulares, em suas casas e com suas famílias. O único filho que continua até hoje na casa dos pais é Fernando.

A filha Ana Cristina teve de se mudar constantemente, pois acompanhava seu marido nos diversos contratos de trabalho a que era enviado como engenheiro de petróleo.

Maria sempre procurava visitar a filha e os netos em diversos locais, tais como Miguel Pereira (RJ), Maceió (AL), Natal (RN), Quito (Equador) entre outros.




quinta-feira, 13 de maio de 2010

Ana Cristina e Jair




Aninha namorava um rapaz universitário que estudava na UMC, e fazia engenharia, seu nome era Jair Telini. Ele era um moço robusto e falante, que vinha da cidade de Catanduva, interior de São Paulo. Em pouco tempo de namoro estavam numa paixão ardente, a qual resultou em seu filho Denis. Decidiram então se casar antes que ficasse aparente a gravidez.

Maria como sempre organizou tudo para o casamento, que seria feito em sua própria casa, no Parque Monte Líbano.

Mas um pouco antes do dia do casamento, Paulo e Sílvia receberam um convite para um piquenique no Feital Velho, na estrada para Guararema. Então pegaram uma carona com um amigo e levaram também sua filha Kenya, de 4 anos para o passeio. Na volta, aconteceu um acidente gravíssimo, no qual o motorista que dera a carona, ao desviar de uma bicicleta, não conseguiu frear o carro e derrapou, caindo numa valeta. Todos saíram machucados, mas com Sílvia foi pior, pois ela estava numa posição onde o impacto foi bem maior, ela foi lesionada no maxilar e na região do abdômen, e teve de ser levada ao hospital às pressas. Recebeu o socorro necessário e foi internada para a recuperação de seu pescoço, que foi engessado, impossibilitando sua fala, mesmo assim continuava consciente.

Isto aconteceu na quinta feira, e o casamento da tia Aninha estava marcado para domingo.

Na casa de Maria e Osvaldo estavam hospedados toda a família do noivo, com pais, irmãos e crianças.Na manhã do domingo Maria preparava o café da manhã para os convidados, quando ouviram o estrondo de Paulo ao chegar desesperado dizendo que Sílvia tinha morrido.

Abateu-se na casa uma tristeza contundente. Não sabiam mais o que fazer. O filho Paulo estava desesperado, e tia Aninha já não queria mais casar. Foi então que Jair se intrometeu dizendo que se não casasse naquele dia, ele desistiria de tudo.

Assim aconteceu o casamento de Ana Cristina, numa tristeza sem fim, o padre na sala celebrando a cerimônia, Maria ficou de chinelos, alguns choravam de lado, outros calados pelos cantos, enquanto outra parte da família estava no velório de Sílvia.

Ana e Jair foram então para Caraguá, em lua de mel, e depois se mudaram para Catanduva para começarem a sua vida de casados e onde nasceram e cresceram seus 3 filhos, Denis, Denise e Junior, entre uma viagem e outra.

O Luluzinha

Alguns anos se passaram e Osvaldo decidiu mudar de negócio novamente. Vendeu o ponto do restaurante Morumbi, e se arrependeu um bocado deste feito tempo depois. Osvaldo pegou um ponto perto da estação ferroviária, em frente a praça Osvaldo Cruz que foi chamado LULUZINHA .

Era a primeira lanchonete que servia hambúrgueres em Mogi. Osvaldo idealizou a maquina de prensar hambúrguer, que era uma novidade americana que chegava recentemente ao Brasil.

Então o Luluzinha foi bem vindo para o público jovem, que se reunia ali para lanchar e namorar.

Houve uma época áurea do Luluzinha, mas Osvaldo depois de alguns anos recebeu uma proposta e decidiu arriscar. Foi chamado para montar uma lanchonete na recém inaugurada Universidade de Mogi das Cruzes, que se localizava no antigo seminário do Carmo, hoje Colégio Santa Mônica.

Era o início da UMC, com apenas alguns cursos, como direito, letras, filosofia, e administração, por isso, a clientela da lanchonete era reduzida a princípio, e foi aumentando com os anos e o crescimento da universidade.

Osvaldo deixou o Luluzinha aos cuidados de seus filhos Paulo e Dodô, que não fizeram grandes progressos por ali, logo a lanchonete virou um reduto de boêmios de Mogi e afinal não dava melhores rendimentos.

Com a falência do Luluzinha, Maria passou a se preocupar com o futuro dos filhos, assim foram chamados para trabalhar outra vez com os pais na lanchonete da Universidade, até que foi inaugurado o Centro Esportivo da UMC, no Mogilar, e Osvaldo conseguiu reservar um espaço no local que pudesse montar uma lanchonete para os filhos, visando sua independência financeira.

Dodô e Maritza



Depois da viagem para a Foz do Iguaçu, foi a vez de Osvaldo Luiz se casar com Maritza, já tendo encomendado sua filha Inaiá que viria a nascer em julho de 1975.

Maritza conta que sua lua de mel aconteceu em Caraguatatuba. O casal decidiu acampar às margens do rio Capricórnio, na praia de mesmo nome. Esta comemoração foi memorável: ao entardecer daquele dia o tempo fechou e pernilongos e borrachudos começaram sua invasão noturna. O casal fechado na barraca via a tempestade chegar, durando a noite inteira, o que resultou na barraca toda molhada e o humor do casal indo por água abaixo.

Pela manhã lá estavam Osvaldo e Maria para resgatar os noivos alagados.

Vera e Zé


Depois foi a vez de Vera casar-se com Zé, apesar de contrariar a vontade da mãe, que não concordava com o casamento feito às pressas por motivo da gravidez da filha. Mesmo assim Vera casou-se e seu primeiro filho Rafael, nasceu em fevereiro de 1974.

Bodas de Prata



Com os filhos crescidos e já casados, Maria e Osvaldo vieram a completar 25 anos de casados, já com sua vida como comerciante estabelecida. Neste dia 21 de abril de 1971 houve uma missa pela manhã com todos os filhos e seus pares presentes. Foi uma bonita cerimônia finalizada com um farto almoço.

Foz do Iguaçu



Continuavam as viagens de comitiva do Sr. Osvaldo. Ele e Dona Maria eram farofeiros de primeira linha. Reuniam a família toda, com direito á crianças, empregada, primos e quem mais ousasse ir naquelas barcas. Além dos viajantes ainda levavam caixas de mantimentos, comida e biscoitos.

Uma dessas viagens ficou memorável para os filhos do casal. Eles tinham um furgão Veraneio que foi lotado com 14 pessoas, incluindo filhos e namoradas e crianças. Os mais jovens foram no colo, os mantimentos no porta-malas e Silvia, namorada de Paulinho foi acomodada nos pés dos outros passageiros.

Era verão e a família se dirigia até Foz do Iguaçu. Foram duas noites na estrada, e três dias de viagem. Os pernoites passaram em hoteizinhos na beira da rodovia enquanto os garotos dormiam no porta-malas do furgão.

A viagem foi bem tumultuada, mas divertida. Ao chegarem a Foz do Iguaçu se esbaldaram ao visitar o parque das Cataratas, andaram pela mata, viram diversos animais como pássaros, macacos, peixes, lagartos. E resolveram completar a aventura com um passeio de barco pelo rio, no qual o barqueiro conduziu a embarcação até a margem do precipício das Cataratas, causando grande susto nos passageiros prestes a despencar pela queda d’água.

Assim eram os passeios feitos pela família, com muita energia e gastos reduzidos, para que todos participassem com fartura. Um brinde aos clássicos farofeiros.

Passeios



Em Caraguá, nas férias escolares, os filhos jovens se esbaldavam reunindo toda a família, primos, amigos e namoradas (os), a casa estava sempre cheia e a cada dia de sol um novo passeio era planejado. Assim foi a descoberta das trilhas da Ilha Bela, que contam os filhos que foi um passeio inesquecível. Tinha também as cachoeiras do Cantagalo e de Ubatuba, a trilha do Deus me Livre em Trindade, que era percorrida toda a pé pelos jovens mochileiros metidos a hippies.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Paulo e Silvia





Paulo e Silvia se conheceram na banda da fanfarra de Mogi. Paulo com 18 anos tocava corneta junto com seus parceiros do Tiro de Guerra e Silvia com 16 anos, fazia malabaris como escocesa, ele se encantou com a graça daquela moça e em pouco tempo estavam namorando.
Em 1970, depois da grande alegria de ter o Brasil como vencedor da Copa do Mundo no México, Paulo e Silvia casaram-se. E em outubro de 1972 nascia sua filha Kenya.

Quando Aninha completou 15 anos, já era moça e gostava de se enfeitar e badalar. As economias da família corriam bem, assim teve como presente a participação no baile de debutantes no Clube de Campo. O que era um acontecimento ímpar na sociedade mogiana. Por muito tempo esse era o costume muito usado para apresentar as moças à sociedade. Era um baile muito fino, com traje de gala. Os acompanhantes das debutantes eram cadetes do Tiro de Guerra.

Aninha foi toda arrumada como princesa de contos de fadas, Silvia, namorada de Paulinho, a ajudou na maquiagem e vestimenta, e a família toda foram ao baile, com seus respectivos pares. Segundo Aninha, aquilo era um sonho, pois não era costume ver aquela família de gente simples, toda bonita e arrumada. O pai parecia um herói e tudo foi perfeito.